El IES Torre Olvidada de Torredelcampo (Jaén – España) en colaboración con la ONGD Asamblea de Cooperación por la Paz organizan este proyecto en el que pueden participar todos los artistas, sin excepción, así como estudiantes de cualquier centro educativo.
El tema de la presente convocatoria estará basado en la PAZ y los Objetivos de Desarrollo del milenio de la ONU. Cada participante puede proponer hasta tres obras elaboradas con cualquiera de los medios que considere oportuno. Se enviará el archivo de la obra en formato .jpg para ser impreso en formato A3 (297 x 420 mm) junto con el nombre del autor, email de contacto, título de la obra y las consideraciones que se crean convenientes a alguna de las siguientes direcciones:
antes del 31 de enero de 2008.
Exposiciones:
Todas las obras participantes serán expuestas en esta página web: http://artedigitalpaz.blogspot.com/
y además
una selección de las obras participantes serán montadas sobre soporte material con la mejor calidad posible en formato A3 (297 x 420 mm) para una exposición itinerante en las fechas y lugares que posteriormente iremos anunciando:
· Sala Municipal de exposiciones de Torredelcampo -Jaén- (del 26 marzo al 11 abril de 2008)
· Sala de exposiciones de la Escuela de Arte José Nogué -Jaén- (del 21 al 30 de abril 2008)
· Universidad de Jaén (del 12 al 16 de mayo 2008)
· Escuela de Arte Gaspar Becerra de Baeza -Jaén- (del 26 al 30 de mayo 2008)

DIGITAL ART FOR PEACE
WITH THE MILLENNIUM DEVELOPMENT GOALS
Torre Olvidada High School from Torredelcampo (Jaen – Spain) organizes this project in collaboration with ONGD Assembly of Cooperation for Peace where every artist, without any exception, can take part, as well as students of any educative centre.
The topic of the current call will be based on PEACE and the UN Millennium development goals.
Each participant can take part with up to 3 projects made with any means that are considered appropiate.
The file will be sent in .jpg to be printed in A3 format (297 x 420 mm) together with the title, author's name, e-mail and any comments that may be considered to the following e-mails:
before 31st January 2008.
Exhibitions:
Every work of art taking part in the exhibition will be displayed in the following web site: http://artedigitalpaz.blogspot.com/
and
a selection will be printed with the best quality in A3 format (297 x 420 mm) for a travelling exhibition in the dates and places that will be announced:
· Sala Municipal de exposiciones de Torredelcampo -Jaén- (26 march to 11 april 2008)
· Sala e exposiciones de la Escuela de Arte José Nogué -Jaén- (21 to 30 april 2008)
· Universidad de Jaén (may 2008)
· Escuela de Arte Gaspar Becerra de Baeza -Jaén- (26 to 30 may 2008)


ART DIGITAL PAR LA PAIX
L´Établissement d´Enseignement Secondaire “Torre Olvidada” situé à Torredelcampo (Jaén, Espagne) avec la collaboration de l ´ONG Asamblea de Cooperación para la Paz organisent le projet “Arte digital por la paz”.Tous les artistes et tous les étudiants de n´importe quel établissement pourront y participer.
Thème. La paix selon les objectifs du millénaire prévu par L´ONU.
Conditions. Chaque participant pourra envoyer trois oeuvres au maximum. La technique sera libre.
Le fichier sera envoyé en format jpg à fin d´être imprimé en dimension A3 (297x420mm)
Les coordonnées de l´auteur (nom et courrier électronique), le titre de l´oeuvre ainsi que les commentaires à propos du travail devront être envoyés aux adresses suivantes,
avant le 31 janvier 2008:
Expositions
Toutes les oeuvres seront publiées sur le web: artedigital.blogspot.com
En outre une sélection des travaux seront imprimés (qualité supérieure, dimension A3). Ces travaux seront exposés au public aux dates suivantes:
· Sala Municipal de exposiciones de Torredelcampo -Jaén- (de du 26 mars à au 11 avril 2008)
· Sala de exposiciones de la Escuela de Arte José Nogué -Jaén- (21 à au 30 avril 2008)
· Universidad de Jaén (mai 2008)
· Escuela de Arte Gaspar Becerra de Baeza -Jaén- (mai 2008)

·


Los ocho objetivos de desarrollo del Milenio abarcan desde la reducción a la mitad de la pobreza extrema hasta la detención de la propagación del VIH/SIDA o la consecución de la enseñanza primaria universal, entre otros.

OBRAS:

viernes, 14 de diciembre de 2007

Forever Green



Cláudia Alves – Brasil

· Carta do Cacique americano ao Presidente dos
Estados Unidos da América - Em 1854 o
Governo dos Estados Unidos tentava
convencer o chefe indígena Seatle a vender
suas terras. Como resposta, o chefe enviou
uma carta ao presidente que se tornou famosa
em todo o mundo. Seu conteúdo merece uma
reflexão atenta pois é uma lição que deve ser
cultivada por todos, por esta e pelas futuras
gerações.

Em comentarios...

2 comentarios:

Cláudia Alves dijo...

Decorridos quase dois séculos da carta do cacique indígena Seatle ao Presidente do Estados Unidos, suas lições permanecem atuais e proféticas, para todos aqueles que sabem enxergar no fundo do conteúdo de sua mensagem. A carta do cacique Seatle é uma lição inesgotável de amor à natureza e à vida, que permanece na consciência de milhões de pessoas em todas as partes do mundo. É o hino de todos aqueles que amam a natureza e tudo o que nela vive. A cada leitura, renovamos os ensinamentos que ali estão. Serve para ler e reler e passar adiante para que todos a conheçam.
No Brasil, existiam em torno de 4 milhões de indígenas, quando os colonizadores chegaram. Hoje, restam cerca de 200 mil! Embora o indígena tenha contribuído de forma essencial para a miscigenação da raça brasileira, é certo que foram sendo expulsos de suas terras pelos exploradores e eliminados por doenças contraídas através do convívio com os brancos. Atualmente, continuam sofrendo a invasão de suas terras por madeireiros, fazendeiros e garimpeiros, seus principais algozes.
É fundamental que seja preservada a riqueza de sua cultura, suas danças, ritos, conhecimentos sobre as plantas e animais e as formas de viver em harmonia com a natureza. Os indígenas possuem uma sabedoria milenar que precisamos aprender a ouvir.
A história dos indígenas em cada país onde existiam, antes do homem branco, é diferente nas suas particularidades, mas no seu conteúdo são iguais. Nos Estados Unidos ou no Brasil, os problemas enfrentados pelos indígenas foram os mesmos. Daí esse sentimento de solidariedade e cooperação que existe entre os diferentes povos indígenas e essa sabedoria milenar da qual todosnós temos muito que aprender.

Cláudia Alves dijo...

CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais desta terra como seus irmãos (...)
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem branco poderá vir a descobrir um dia): nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é possível. Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa (...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa (...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."
fonte: Comitê Paulista para um Década da Cultura de Paz